quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Analogia

O conceito de analogia remonta à antiguidade. O termo analogia designou, entre os gramáticos gregos, o caráter de regularidade atribuído à língua. Nessa perspectiva destacou-se, por exemplo, um certo número de modelos de declinação, tendo sido também classificadas as palavras segundo estivessem ou não conforme um desses modelos. A analogia fundou assim a regularidade da língua. Serviu, por conseguinte, para a explicação da mutação linguística, sendo, por tal fato, oposta à norma*. A analogia funciona assim, segundo a expressão de F. De Saussure, como a "quarta proporcional". Esse tipo de encadeamento lógico desempenha o seu papel, por exemplo, quando se pronuncia, em francês, o plural de cheval como o singular. Em tal caso o locutor procede da seguinte maneira: [l(ә)   toro], le taureau, corresponde um plural [letoro], les taureaux, portanto, ao singular, [l(ә)∫(ә)val], le cheval, corresponderá um plural [le∫(ә)val], les chevals. Dir-se-á "x será para je dis o que vous lisez é para je lis"; assim é que se obtém a forma *vous disez. Desse ponto de vista, a analogia desempenha portanto um papel importante na evolução das línguas, e os neogramáticos a utilizaram para relacionar exceções às suas leis fonéticas.

Dicionário de linguística - Dubois, Jean. Editora Pensamento-Cultrix LTDA




Por: Xênia Valéria Rodrigues Gomes


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