O conceito de analogia remonta
à antiguidade. O termo analogia designou, entre os gramáticos
gregos, o caráter de regularidade atribuído à língua. Nessa perspectiva
destacou-se, por exemplo, um certo número de modelos de declinação, tendo sido
também classificadas as palavras segundo estivessem ou não conforme um desses
modelos. A analogia fundou assim a regularidade da língua.
Serviu, por conseguinte, para a explicação da mutação linguística, sendo, por
tal fato, oposta à norma*. A analogia funciona assim, segundo a expressão
de F. De Saussure, como a "quarta proporcional". Esse tipo de
encadeamento lógico desempenha o seu papel, por exemplo, quando se pronuncia,
em francês, o plural de cheval como o singular. Em tal caso o
locutor procede da seguinte maneira: [l(ә) toro], le
taureau, corresponde um plural [letoro], les taureaux,
portanto, ao singular, [l(ә)∫(ә)val], le cheval, corresponderá
um plural [le∫(ә)val], les chevals. Dir-se-á "x será para je
dis o que vous lisez é para je lis";
assim é que se obtém a forma *vous disez. Desse ponto de vista, a
analogia desempenha portanto um papel importante na evolução das línguas, e os
neogramáticos a utilizaram para relacionar exceções às suas leis fonéticas.
Dicionário de linguística - Dubois,
Jean. Editora Pensamento-Cultrix LTDA
Por: Xênia Valéria Rodrigues Gomes
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