Maneira padrão de demonstrar o relacionamento
genético entre as línguas. Na Alemanha, o erudito alemão Franz Bopp conseguiu
demonstrar as relações de parentesco entre línguas europeias – como o latim e o
grego – com outras línguas orientais – como o persa, e, especialmente, o
sânscrito, cuja gramática havia sido conservada pelo cuidado com os textos
sagrados hindus.
Bopp então levantou a hipótese de que estas línguas derivariam
de uma raiz comum, o indo-europeu, e as classificou como indo-europeias. O
indo-europeu divide-se em dois grandes ramos: o asiático (hitita, tocário e
indo-iraniano) e o europeu (grego, latim, céltico, germânico, báltico, albanês
e armênio).
Com a finalidade de estabelecer a comparação
das palavras e estruturas gramaticais de línguas que possuem uma origem comum, o
método comparativo permite-nos depreender fonemas, elementos morfológicos ou
étimo, não documentados na língua de origem, ou seja, permite a reconstrução
das formas desaparecidas.
O objetivo principal dos comparatistas
históricos do século XIX era desenvolver e elucidar o parentesco genético
existente nas línguas faladas no mundo. Procuraram, assim, estabelecer as
principais famílias de línguas do universo e definir princípios básicos para a
classificação dessas línguas.
HENRIQUE VIEIRA DE OLIVEIRA.
Entende-se por indo-europeu a língua
tronco, pré-histórica, falada há cerca de três mil anos antes de Cristo numa
região ainda incerta da Europa Oriental. Daí se espalhou, em virtude de grandes
movimentos migratórios, por uma parte da Ásia e uma grande parte da Europa,
constituindo amplos grupos ou famílias dialetais. Desses grupos, depreendidos
principalmente pelo método comparativo, temos documentadas algumas línguas hoje
mortas, como o sânscrito (na Índia), o velho-eslavo ou eslavo
eclesiástico (nos Bálcãs), o Gótico (também nos Bálcãs), o grego (na
Grécia). Dessas línguas uma é o latim, do grupo itálico, cuja existência na
região do Lácio, na Itália, está documentada desde o século VII a. C. A essas
línguas prendem-se, por filiação direta, ou indireta, as principais línguas
modernas da Europa.
Examinando a estrutura interna das línguas bem como comparando línguas
de um mesmo tronco, os linguistas conseguiram reconstruir formas primitivas de
uma determinada família de línguas. Uma técnica particularmente eficiente, e
ainda não superada, de reconstruir as línguas “mortas” é o método comparativo.
Comparando as diversas línguas ou dialetos descendentes, a história linguística de uma família de línguas pode ser parcialmente reconstruída e representada
numa árvore genealógica.
Devido às limitações do presente trabalho, deixamos de desenvolver outras características importantes do indo-europeu, tais como: a existência de aspecto verbal, o complexo sistema de declinações, os morfemas reduplicativos e suas funções.
Devido às limitações do presente trabalho, deixamos de desenvolver outras características importantes do indo-europeu, tais como: a existência de aspecto verbal, o complexo sistema de declinações, os morfemas reduplicativos e suas funções.
HENRIQUE VIEIRA DE OLIVEIRA.
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