O empréstimo linguístico ocorre quando uma língua integra uma palavra
existente em outra língua, sendo que a palavra não sofre grandes alterações e
mantém o mesmo sentido. As palavras tomadas como empréstimo são igualmente
denominadas empréstimos. Há que distinguir entre o empréstimo e o neologismo: uma palavra que é criada em português com base
em palavras de outras línguas. Por exemplo, além da palavra ‘chef’, que identificamos acima como
descendente francês do latim ‘caput’, cuja forma em que normalmente é citado em
proto-romance pode bem ter sido capu(m), encontramos também no francês moderno,
a palavra ‘cap’ (caf ‘de pied em cap’,
literalmente “do pé à cabeça”). A forma cap
viola claramente todas as três formas sonoras (além da perda da vogal
final) necessárias para derivar chef de
capu. A explicação é que a forma foi tomada emprestada pelo francês (em
época relativamente remota) ao provençal, ao qual não se aplicaram as leis
sonoras em questão. Veja outros exemplos:
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Língua
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Na língua
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Em Português
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sekolah
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escola
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caste
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casta
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bateren
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padre
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zonel
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janela
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bendera
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bandeira
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mesa
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mesa
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paun
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pão
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Podemos
afirmar, acerca de empréstimo, que afirmamos sobre analogia: trata-se de um
fator muito mais importante para a mudança linguística do que supunham os
neogramáticos (e muitos dos seus seguidores). Particularmente, o empréstimo,
como analogia, não se deve ser visto como fonte de mera explicação para
exceções aparentes às leis sonoras.
Seja
como for, é certo que os neogramáticos estabeleceram uma distinção nítida
demais entre o que poderia ser tratado em termos de leis sonoras e o que
deveria ser explicado para analogia ou empréstimo. Entretanto, a maior parte
das explicações sobre o desenvolvimento histórico das línguas ainda seguem os
neogramáticos quanto a esse aspecto.
Deste
modo, nossa língua sofreu influências de muitas línguas ao longo do tempo.
Nossa língua sofreu influências das línguas francesas, inglesa, normanda e
grega. Segundo Robins
(1977), “as línguas estão em um contínuo estado de mudança, e empréstimos dever
ser considerados como aquelas palavras que não estavam no vocabulário em um
período e que nele estão num período subsequente”, ou seja, as pessoas mudam e
com elas a língua também evolui e esses acontecimentos devem ser considerados
como inerentes ao processo linguístico, pois vocábulos que antes não integravam
uma língua passam a integrá-la para suprir supostas “carências” em expressar as
necessidades dos falantes. O linguista ainda afirma que uma língua recebe
empréstimos constantemente, “mas sua frequência e suas fontes são
temporariamente atingidas por fatores políticos e outros que resultam de
contatos culturais restritos de uma ou outra espécie”.
LYON,
JOHN. Linguagem e linguística
Wikipédia
Por: Xênia Valéria Rodrigues Gomes
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